Os meus, os seus, como preferir. Minha primeira descoberta de 2012 foi compreender que nossos vícios, sejam eles quais forem, nos seguirão por toda a vida. Uma vez adquirido, estamos destinados a travar todos os dias uma guerra contra nossa própria vontade, afim de resistir a eles. Pode ser que um dia, todo esse desejo caia no esquecimento, mas basta uma recordação para que volte à tona.
No início é sempre difícil se controlar, resistir a vontade de ter mais uma vez, de cometer mais uma vez o crime que nos tormenta. Mas com o tempo, vamos adquirindo experiência e desenvolvemos artimanhas para disfarçar a vontade. Sejam elas quais forem, pensamentos, privações, ou substituições.
O que importa no final das contas é estar de bem consigo mesmo, fazer as pazes consigo mesmo. Entretanto se tem absoluta certeza que seu vício te faz mal, procure a razão pela qual ele existe. Entender que depois de um tempo tudo ficou insuportável, seja por motivos de saúde, seja por princípios pessoais, já é um começo para combatê-lo.
Não nascemos com vícios, eles são adquiridos ao longo dos nossos conhecimentos, dos nossos desejos no decorrer da vida. Saber que somos responsáveis por nossos atos, foi um fator essencial para achar a resposta para todos os meus problemas: tudo é reversível. Podemos a qualquer momento voltar a ser como éramos antes, e isso é o que nos movimenta e nos faz viver.